sexta-feira, 2 de março de 2012

CURSO LIVRE DE INTERPRETAÇÃO PARA TV E TEATRO. GRATUITO!








PELA PRIMEIRA VEZ EM FORTALEZA CURSO LIVRE DE INTERPRETAÇÂO PARA TEATRO E TELEVISÃO TOTALMENTE GRATUÍTO COM INSCRIÇÕES E VAGAS LIMITADAS.
Carga Horária completa: 40 horas aula – Certificação de Conclusão e participação
Seleção dos melhores alunos para a montagem de uma peça
TOTALMENTE GRATUITO
APENAS 20 VAGAS
LIGUE IMEDIATAMENTE: 85.4062.9870
REALIZAÇÃO: CIA TEATRALIZANDO
APOIO: TELEMENSAGEM FORTALEZA: O PRESENTE QUE EMOCIONA FONE: 85.3047.3136 (CESTAS,FLORES E MENSAGENS)
Conteúdo Programático do Curso.
Técnica de Interpretação – Dramaturgia, Televisiva, Teatral
Trabalho Corporal
Trabalho Vocal
Movimentação Corpo X Espaço
Trabalho de Dicção
Oficinas de dramaturgia
Professor do Curso: Milton Andrade 
INSCREVA-SE USANDO O FORMULÁRIO ABAIXO:

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Seleção de atrizes e atores para a CIA TEATRALIZANDO



Possibilidades de contratação pela RECORD OU SBT para dramaturgia televisiva
Estamos selecionando atrizes e atores amadores maiores de 18 anos para que possam atuar  e compor a nova versão da escola experimental de teatro: CIA TEATRALIZANDO. Os interessados terão que VIR inicialmente morar em Fortaleza se alojando numa república de atores e atrizes por conta da CIA. Paga-se uma bolsa de R$ 300,00 mensais + ajuda de custo e alimentação.
PREENCHA O FORMULÁRIO NO LINK ABAIXO

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Seleção de atrizes e atores para a CIA TEATRALIZANDO

Cena de artista da CIA no espetáculo ARCANO montado em Fortaleza 

Estamos selecionando atores e atrizes do Brasil inteiro interessados em morar no nordeste pagamos alimentação e moradia (Fortaleza) + Bolsa de R$ 300,00 atores e atrizes amadores, sem DRT e INICIANTES para formação de trabalho artístico. Montagem de um projeto cênico e contrato de um ano com possibilidade de renovação. www.teatralizandodramaturgia.blogspot.com Interessados por favor ligar 85.81667207 (VIVO) 85.9713.1585(TIM)

Seleção de atrizes e atores para a CIA TEATRALIZANDO

Atriz e coordenadora da CIA TEATRALIZANDO 

Estamos selecionando atores e atrizes do Brasil inteiro interessados em morar no nordeste pagamos alimentação e moradia (Fortaleza) + Bolsa de R$ 300,00 atores e atrizes amadores, sem DRT para formação de trabalho artístico. Montagem de um projeto cênico e contrato de um ano com possibilidade de renovação. www.teatralizandodramaturgia.blogspot.com Interessados por favor ligar 85.81667207 (VIVO) 85.9713.1585(TIM)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A cultura da vulgaridade


Por Milton Andrade da CIA TEATRALIZADO


Estamos diante de um tenebroso período histórico no Brasil. Estamos nos desenvolvendo enquanto economia e até mesmo crescendo em números e perspectivas de vida, contudo estamos demasiadamente nos entregando ao caos do obscurantismo intelectual. A começar pela produção da nossa televisão. Nunca vi algo tão deprimente. A cultura inútil do besteirol tomou conta da dramaturgia nacional. As novelas da Globo hoje são um fiasco de mal interpretação e de trama sem nenhum realce com aquilo que podemos chamar de DRAMATURGIA. Vivemos uma exibição pública e notória da cultura do estético diante da pobreza do intelectual.

Tramas mal arrumadas, novelas mal elaboradas e principalmente atores e atrizes que não acrescentam seu talento por conta de textos tão comprometidos com a vulgaridade e com a chamada cultura do vulgar. O teatro também vive uma crise de identidade com a exportação deste formato "stand up" um verdadeiro horror cênico. Isso virou uma febre e a difusão dos atores e atrizes que tentam dentro da pequena oportunidade que temos de produzir o denso se limitam no diapasão da cruz e da espada. Ou se adere a cultura do igual ou se morre na estrada.

A Rede Globo como grande produtora de cultura dramatúrgica é a principal culpada. Levianamente nos levou a este colapso. A Rede Record produz uma série bíblica para que os teleguiados da Igreja Universal paguem mais nas suas ofertas e dízimos. Lastimável. A cultura virou vulgaridade e marketing piegas do religioso em virtude das santas ofertas.

Que época! Que tempo!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A Responsabilidade da Globo

Não há outro adjetivo para definir a atitude e postura da rede Globo no episódio ocorrido, no último domingo, no lixo televisivo chamado Big Brother Brasil, que não seja este - irresponsabilidade. Quem possui ao menos um neurônio funcionando, sabe perfeitamente que neste tipo de programa o controle da produção sobre os participantes é absoluto. Os participantes ficam isolados de tudo e de todos, são monitorados todo o tempo e em todo o lugar, assinam contrato para não abrir a boca e são obrigados a cumprir literalmente tudo que a produção mandar e desejar. Como explicar então um "estupro" ao vivo e a cores para todo o Brasil ? A produção não percebeu? Por que a Globo permitiu a exibição e a sua consumação durante quase 25 minutos deste possível estupro ? E se não houve estupro ou abuso sexual, conforme foi declarado pelos envolvidos no episódio, após a entrada da polícia no caso, por que então um dos participantes foi sumariamente eliminado do programa por - "um grave comportamento inadequado", segundo nota oficial da referida emissora ?

É muita pergunta para pouca resposta.

Não bastasse o verdadeiro rio de lama e baixaria que ocorre neste tipo de programa, um verdadeiro vale tudo para aumentar a pontuação na audiência, o telespectador brasileiro tem que conviver agora com o desrespeito mais primitivo ao ser humano. Os fatos registrados pelas câmaras do programa, independente de terem sido considerados ou não estupro ou abuso sexual, são indutores de crime. Todos sabem que o apelo a bizarrice, ao exótico e a degradação humana tem sido elementos largamente utilizados pela banda podre do jornalismo brasileiro para conquistar audiência. Diariamente desfilam pela televisão brasileira seres humanos degradados em último grau, onde suas mazelas são expostas a exaustão para o gáudio dos números explosivos do ibope. É o chamado mundo cão. Mas, isto tem que ter um limite. Não podemos aceitar passivamente este comportamento troglodita na disputa de audiência. Há que se observar, minimamente, normas e procedimentos civilizados num veículo tão poderoso como a televisão, que forma e informa milhões de brasileiros, e que por norma constitucional, é uma concessão pública.

No caso do Big Brother Brasil atual há um fator adicional que nos espanta, a possibilidade de tudo isto ter sido uma grande "armação", como vem sendo veiculado em grande parte das redes sociais, para aumentar a sua audiência que era considerada baixa. Segundo algumas pesquisas divulgadas, por estas redes, após o referido episódio o aumento da audiência foi de 80%. A se confirmar esta atitude da Globo, isto é caso de polícia, pois além de infringir o código de defesa do consumidor (propaganda enganosa), está estimulando a prática de crime.

No mundo inteiro, e em particular as mulheres brasileiras, por meio de suas organizações sociais, têm realizado um esforço enorme para reduzir a violência que se abate sobre elas, com prioridade para o combate a violência sexual. Neste sentido, inúmeras campanhas, medidas educativas e legislações punitivas tem sido produzidas para eliminar esta prática monstruosa que é o estupro. Como aceitar então, o uso de um crime considerado hediondo, como ferramenta para aumento da audiência. Além de irresponsabilidade. É crime! E crime tem que ser punido.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Assistam a vida de Dercy - IMPORTANTÍSSIMA MUSA DO TEATRO DE REVISTA


Mais do que uma atriz desbocada e excêntrica – seu corpo foi enterrado em pé, conforme seu pedido –, Dercy Gonçalves representa uma importante passagem da cultura brasileira. Ela foi uma das primeiras atrizes do país a se dedicar à Commedia dell' Arte, ou teatro de improviso, gênero teatral que tornava popular um meio cultural até então visto como refinado e elitista. Dercy ajudou a popularizar as artes cênicas. A trajetória artística e pessoal da comediante será exibida a partir desta terça na Globo, na minissérie Dercy de Verdade, que vai ao ar às 23h20.

No enredo de Maria Adelaide Amaral, apresentado em quatro episódios, a comediante é retratada como uma mulher adiante de seu tempo. "Desde a infância, a família, os vizinhos e a cidade inteira tinham preconceito e não a compreendiam. Isso também aconteceu com os críticos durante muito tempo. Ela foi muito injustiçada", disse a autora em entrevista ao blog GPS, de VEJA. "O público perceberá que julgá-la apenas como uma artista que falava palavrão é uma visão rasa, muito simplista da grande mulher que ela foi de verdade."

Vale lembrar que, muito mais do que uma pessoa desbocada, como ficou conhecida, Dercy foi corajosa, abriu mão de casa e família para se arriscar na carreira de atriz e defendeu a criatividade e o improviso até o fim. A minissérie é baseada na biografia Dercy de Cabo a Rabo, lançado por Maria Adelaide do Amaral em 1994 e relançado este ano pela Globo Livros.

Dercy será interpretada por Heloísa Périssé e sua filha, Luísa Périssé, na fase jovem, e por Fafy Siqueira na idade adulta. Também fazem parte do elenco Mayana Neiva, Cássio Gabus Mendes, Samara Felippo e Ricardo Tozzi. A direção é de Jorge Fernando.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Filme produzido pela Vivo "EDUARDO E MÔNICA"




A história de amor mais cantada do Brasil virou filme.
Direção: Nando Olival
Produção: O2 Filmes / Criação: Agência Africa /
Realização: Vivo

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Uma Canção para Battisti

"HOJE BATTISTI, AMANHÃ TU" from Passa Palavra on Vimeo.

CESARE BATTISTI LIVRE ENFIM

Por: Milton Andrade

Durante sete intermináveis horas os ministros do Supremo Tribunal Federal reuniram-se para discutir o futuro de Cesare Battisti, que já está há mais de 4 anos preso no Brasil. Decidida por 6 votos contra a 3, a libertação de Cesare deve ocorrer imediatamente.

Porém, durante o julgamento, muito pouco se falou de Cesare Battisti. De um lado falou-se de limitação de poderes e de equilíbrios constitucionais, de fiscalização dos atos do Presidente da República e dos riscos de ditadura, de antiterrorismo e de respeito pelos tratados. Falou-se, do outro lado, de soberania e de independência nacional, de direitos humanos. De Direitos Humanos em geral, mas não dos direitos do homem Cesare Battisti. Do seu direito a fazer ouvir uma versão dos fatos que não fosse a difundida e vendida pelo governo italiano.

A intervenção mais longa foi sem dúvida a do ministro Gilmar Mendes, que afirmou: «Eu fico a imaginar o que vai ocorrer. Que cenários nos aguardam nesse contexto». Eis uma tentativa clara de dar argumentos para desligitimar a decisão.

Estamos contentes, sim, e muito, com o fato de Battisti ficar em liberdade. Mas não com uma sessão que não foi um julgamento do caso de Battisti, mas um julgamento de um ato cometido pelo ex-presidente da República. Nesse sentido, concordamos com a frase do ministro Joaquim Barbosa: “Chega! Aqui é o momento de se encerrar essa questão! Há uma pessoa presa há mais de 4 anos em regime fechado”.

Uma Carta de Cesare Battisti: A história não se julga nos tribunais...



Uma carta de Cesare Battisti: A história não se julga nos tribunais, ela será sempre matéria de historiadores

Caros companheiros(as), há meia hora, nesta terça, antes da visita dos companheiros decidi escrever um recado para todos vocês que participam dessa luta em meu favor. Resultado: pouco tempo para escrever algo vigoroso; cabeça cheia de insultos grifados de uma cela a outra; e o espírito fica longe: palavras que não se deixam prender e, enfim, o recado é para já.

Tem-se dito e escrito tanto sobre esse “Caso Battisti” que já não sei mais distinguir direitinho o eu do outro. Aquele Battisti surgido do nada e jogado pela mídia como pasto para gado. Mas essas são só palavras, vazias como as cabeças desses mercenários que costumam facilmente trocar a pistola com a caneta e até uma cadeira no Congresso. No entanto, os companheiros/as de luta, assim, todos/as aqueles que ainda sabem ler atrás da “notícia”, vocês sabem quem é quem, qual a minha história e também a manipulação descarada que está servido a interesses políticos e pessoais, de carreira e de mercado: em 2004, depois de 14 anos de asilo, a França de Sarkozi me vendeu à Itália de Berlusconi em troca do trem-bala [comboio de grande velocidade] de Lyon-Turin. Desde o ano 2000 estamos assistindo à impiedosa tentativa do estado italiano enterrar definitivamente a tragédia dos anos de chumbo, jogando na prisão e levando à morte o bode expiatório Cesare Batisti.

Entre centenas de refugiados dos anos 70 que se encontram em vários países do mundo, não fui escolhido eu por acaso nem pela importância do papel de militante, mas pela imagem pública que eu tinha enquanto escritor, o que me dava o acesso à grande mídia para denunciar os crimes de Estado naquela época e os atuais…

Eis que de repente há tantas coisas por dizer que eu não sei mais me orientar! Pela rua, claro, só a rua vai me dirigir até vocês. Na rua comecei mil anos atrás e nela continuo; nela mesmo onde será praticamente impossível evitar-nos. E então falo, falo de homens e de mulheres, de companheiros(as), de sonhos e de Estados (esses também ficam no caminho, de ladinho). Falo sobre minha vida que não conheceu hinos, nem infância, mas que em troco tive o mundo todo para brincar com outra música que não essas fanfarras de botas.

Contudo, parece quase que que estou falando como homem livre, não é? Porém, estou preso. Vai fazer quatro anos no próximo março. Ainda assim, essas cariátides da reação não conseguiram me pegar em tempo. Quase três anos se passaram (antes de eu ser preso), de rua a outra, nesse tempo conheci o país, cheirei o povo, me misturei a ele, ao ponto de quase esquecer o hálito fedorento dos cães de caça. Ainda estou preso, está certo, mas isso não me impede de sentir lá fora vossos corações batendo pela liberdade.

Talvez eu tinha que falar-lhes algo mais sobre esta perseguição sem fim, dar-lhes algumas dicas de como driblar a matilha. Mas acabei por pintar-lhes um abraço sincero e libertário. É o que conta.

Cesare Battisti, 18 de janeiro de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Nelson um dos deuses do Teatro brasileiro - Leitura Obrigatória N. 002

Maldito, tarado, reacionário e indecente. Nelson Rodrigues escreveu com seu espírito opiniões nada menos que polêmicas. Nessa seleção de aforismos, podemos nos deliciar com algumas das provocações do gênio, uma das mais importantes figuras do país e espectador das décadas mais conturbadas do século XX nacional. Ninguém sai ileso.


Para o grande público, Nelson Rodrigues não passava de um tarado. Nem era necessário ler alguma das suas obras ou abrir o jornal para ler uma de suas crônicas porque, só de ouvir duas ou três frases, as boas família já calçavam suas meias para fugir dos arrepios: aquele ali era um pervertido! Além do que, nos anos 50, ouvia-se muito falar nos botequins cariocas que o homem escrevia histórias onde os pais se apaixonavam pelas filhas, onde as mulheres traíam os maridos com a naturalidade de quem compra sapatos ou onde as mocinhas gostavam mesmo era de beijar outras mocinhas – e isso quando não estão ocupadas abrindo as pernas para os cunhados. Nelson Rodrigues era um tarado demoníaco. Resposta do autor? A opinião pública é uma débil mental.

Mas o certo é que Nelson Rodrigues acompanhou com reflexões profundas, mesmo que feitas de improviso, sobre o país que via a sua frente, e ele não só assistiu, mas viveu algumas das décadas mais conturbadas da história do Brasil. Aos treze anos de idade já contribuía com o pai nas páginas policias do jornal Crítica, o mesmo que mergulhou no abismo após o assassinato do irmão de Nelson, Roberto Rodrigues, em 1929, da morte do patriarca Mário Rodrigues pouco tempo depois e do linchamento de sua gráfica e redação. Ser testemunha e ator de eventos cruciais do século XX brasileiro, fez a história do autor e sua família com a do próprio país e, fosse sobre a política, sobre a sociedade ou sobre o futebol, a ditadura de Getúlio Vargas fez sobrevir sobre a família Rodrigues e sobre Nelson anos de fome que contribuiriam para que ele desenvolvesse uma tuberculose, uma terrível acompanhante para o resto da vida.

A medida que o autor reconstruía seu espaço na imprensa, erguia seu mito no teatro e amadurecia como autor, passaram-se as diferentes fases do governo Vargas, um governo militar, a expansão da TV, a Segunda Guerra, a volta de Vargas, as revoluções culturais de 60 e 70, o feminismo e outro governo militar.

No conjunto das suas atividades, somado às duras experiências da vida e a sempre proximidade com a política, recebeu aplausos, censura do Estado e a incompreensão da mesma massa que retratava obcecadamente em suas obras. Daí suas opiniões variarem entre o cáustico e o irônico, passando pelo cinismo velado. Sempre conservadoras, um paradoxo que confunde. Os assuntos são variados: casamento, sociedade, ginecologistas, política, futebol, cariocas, seus escritos, etc., etc. E como saber quando ele diz a sério? Nesse caso, a dúvida contribui para alcançar o calibre dos aforismos provocantes do Anjo Pornográfico.

*A maior parte das frases de Nélson podem ser encontradas no livro “Flor de obsessão”, organizado pelo escritor e jornalista Ruy Castro (fã confesso e professo do autor).

“Invejo a burrice, porque é eterna”

“Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos...”

“As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado”

“O brasileiro é um feriado”

"A fidelidade devia ser facultativa"

"Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhoras que traem. O amor bem-sucedido não interessa a ninguém"

“Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível”

“Todo ginecologista devia ser casto. O ginecologista devia andar com batina, sandálias e coroinha na cabeça. Como um São Francisco de Assis, com luva de borracha e um passarinho em cada ombro”

“Só o inimigo não trai nunca”

“Pode não ser científico, mas é batata! Eu disse que o amor morre no banheiro e provo. Quando um cônjuge bate na porta do banheiro e o outro responde lá de dentro: "Tem gente!", não há amor que resista! Portanto, nada de camas, nem de quartos separados. Separação sim, de banheiros. Cada um deve ter seu trono exclusivo”

"O homem só é feliz pelo supérfluo. No comunismo, só se tem o essencial. Que coisa abominável e ridícula!"

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Milton Andrade: beijo gay do SBT foi tapa na Globo e na Record



o SBT deu um tapa de luva militar na católica Globo e na evangélica Record ao colocar no ar um capítulo da história da teledramaturgia no país. O dono do baú da felicidade promoveu a alegria do tão esperado primeiro beijo gay em uma novela brasileira.

Por Milton Andrade diretor da CIA TEATRALIZANDO, crítico de Televisão e Desenvolvedor de projetos televisivos para a produtora BICHO DE SEDA.

Houve boatos de que, em 1963, no teleteatro chamado Calúnia, teria acontecido o que seria o beijo lésbico entre as atrizes Geórgia Gomide e Vida Alves, mas não existe registro da cena.

São as cenas gravadas por Marcela (Luciana Vendramini) e Marina (Giselle Tigre), personagens da novela Amor e Revolução, de Tiago Santiago, que mostram a primeira manifestação de afeto íntimo homossexual da televisão do Brasil.

O beijo entre elas foi quente, sexy, com pegada. Cenas insinuantes de pernas se esfregando deram um tom mais ousado à cena. Marcela, mais resolvida com a sua bissexualidade, sabe bem o que quer. Para Marina, tudo isso é uma grande novidade.

Depois do beijo, elas questionam o papel da mulher e da liberdade e independência que o sexo feminino pode conquistar em relação aos homens. A cena sozinha é uma síntese do título da trama. Há amor e revolução.

E tudo isso num dia em que houve um bate-boca entre a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) e o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que perturbou a entrevista da senadora Marta Suplicy (PT-SP) mostrando seus panfletos antigay no Congresso.

E quando, em Uganda, está quase aprovada a lei que prevê pena de morte aos homossexuais, a ficção revolucionou e poetizou a realidade com um belo e longo beijo.

Que venham mais.

Entendendo o Teatro do Oprimido - Leitura Obrigatória CIA TEATRALIZANDO 001


Teatro do Oprimido (TO) é um método teatral que reúne Exercícios, Jogos e Técnicas Teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Os seus principais objetivos são a democratização dos meios de produção teatrais, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade através do diálogo (tal como Paulo Freire pensou a educação) e do teatro. Ao mesmo tempo, traz toda uma nova técnica para a preparação do ator que tem grande repercussão mundial.

O Teatro do Oprimido é um método estético que sistematiza Exercícios, Jogos e Técnicas Teatrais que objetivam a desmecanização física e intelectual de seus praticantes, e a democratização do teatro.
O TO parte do princípio de que a linguagem teatral é a linguagem humana que é usada por todas as pessoas no cotidiano. Sendo assim, todos podem desenvolvê-la e fazer teatro. Desta forma, o TO cria condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios de produzir teatro e assim amplie suas possibilidades de expressão. Além de estabelecer uma comunicação direta, ativa e propositiva entre espectadores e atores.
Dentro do sistema proposto por Boal, o treinamento do ator segue uma série de proposições que podem ser aplicadas em conjunto ou mesmo separadamente.
Cumpre ressaltar que todas as técnicas pressupõem a criação de grupos, onde o Teatro do Oprimido terá sua aplicação.

Teatro Jornal
O Teatro-Jornal foi uma resposta estética à censura imposta, no Brasil, no início dos anos 70, pelos militares, para escamotearem conteúdos, inventarem verdades e iludirem. Nesta técnica, encena-se o que se perdeu nas entrelinhas das notícias censuradas, criando imagens que revelam silêncios. Criada em 1971, no Teatro de Arena de São Paulo, esta técnica foi muito utilizada na época da ditadura militar brasileira, para revelar informações distorcidas pelos jornais da época, todos sob censura oficial. Ainda hoje é usada para explicitar as manipulações utilizadas pelos meios de comunicação.

Teatro Invisível
O Teatro-Invisível que, sendo vida, não é revelado como teatro e é realizado no local onde a situação encenada deveria acontecer, surgiu como resposta à impossibilidade, ditada pelo autoritarismo, de fazer teatro dentro do teatro, na Argentina. Uma cena do cotidiano é encenada e apresentada no local onde poderia ter acontecido, sem que se identifique como evento teatral. Desta forma, os espectadores são reais participantes, reagindo e opinando espontaneamente à discussão provocada pela encenação.

Evolução: a Estética do Oprimido
As iniciativas de Boal e do CTO-Rio, dentro dos propósitos do Teatro do Oprimido vêm sendo ampliadas constantemente. Assim, integrando o Sistema, está sendo desenvolvida a "Estética do Oprimido". Esta tem por fundamento a certeza de que somos todos melhores do que pensamos ser, capazes de fazer mais do que realizamos, porque todo ser humano é expansivo.
A proposta é promover a expansão da vida intelectual e estética de participantes de Grupos Populares de Teatro do Oprimido, evitando que exercitem apenas a função de ator, que representa personagens no palco. Os integrantes desses grupos são estimulados, através de meios estéticos, a expandirem a capacidade de compreensão do mundo e as possibilidades de transmitirem aos demais membros de suas comunidades - bem como aos de outras - os conhecimentos adquiridos, descobertos, inventados ou re-inventados.

Texto de Milton Andrade com participação de Bárbara Santos

Salve Salve


A seleção de ontem para o processo de montagem do ARCANO foi sensacional. Descobrimos duas grandes atrizes que mostram em sua plenitude a vontade e o desejo de fazer teatro. Seja bem vindo a FAMILIA TEATRALIZANDO minhas caras companheiras: JULIENE NASCIMENTO E WANESSA SILVA.

Estamos convictos que seguiremos juntos para a realização de espetáculos extraordinários e momentos marcantes em todos os sentidos. O universo nos uniu pelo destino e pela trama traçada em nossos sonhos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A hipocrisia dos que se dizem "dono do teatro"

Parece-me contundente a questão que envolve hoje o aparato sindical em torno do ator. Um aparato sindical que muitas vezes ao invés de defender o ator disso ou daquilo lhe coloca numa ponta de repressão e tortura. Um país ainda longe de alcançar todos as suas ações democráticas vive a margem de uma repressão absolutista que coibe o ator do avanço e de suas melhores oportunidades. Eles falam em registro de ator ou mecanismo esdrúsculo para dizer: Faz teatro quem pertence ao meu grupinho corporativista ou paga para que a chamada casta dos flamigerados sindicalistas se mantenha de pé diante do desuso de suas funções.

A arte do ator nasce na liberdade. O ator é livre de acomodações massivas e excludentes. O ator é faceta de uma atitude plena de exercício do fluir, do imaginar e do porvir. o Ator de dramaturgia não se limita ao mundinho cheio de pleonasmos e vicios que marcam uma época difusa que não é mais a época da liberdade cultural pretendida pelos nossos atores e pelos nossos livres pensadores. Não podemos exigir que antes que um dramaturgo elabore uma peça de teatro, um texto dramático ele que tenha se sindicalizar para que possa ser reconhecido ou visto. A cultura e o teatro esvaziam essa máxima pensada na ditadura militar e que alguns sindicalistas disfarçados de ator tentam a todo custo colocar em prática. Somos de uma época distinta. Somos de um momento diferente da história universal, nossas ramificações partem de uma sociedade sem ostracismo e sem recalques anacrônicos em suas veias. Somos de uma sociedade de gente livre, pensante, sem mistérios sepultados no viés da podridão recondita da "persona".

Esse novo ator entende que um registro é apenas um instrumento profissional legitimo que vai lhe ajudar a crescer e se achar conveniente, mas jamais será um hiato que separa o talento da realidade. Um hiato que separa dois mundos daqueles que podem e daqueles que não podem fazer arte no Brasil

terça-feira, 10 de maio de 2011

O CASO DA MERDA NO E DO TEATRINHO MARANHENSE

Que a sociedade está em constante renovação é um fato que, hoje, com a aceleração dos processos e avanços da técnica, fica mais perceptível. Devido a essa renovação das estruturas sociais, a ‘tradição’ não pode e nem deve permanecer inalterável. E, claro, como todo processo de mudança, de transformação, os riscos são e serão inevitáveis.

Por exemplo, há no âmbito do teatro uma tradição antiga que remonta aos tempos das carruagens guiadas por cavalos – costuma-se desejar “MERDA” aos atores antes da entrada em cena. Sugere-se que como as carruagens ficavam à porta dos teatros
durante as apresentações, e, como é da natureza dos cavalos não ter um lugar
específico para a defecação, acontecia de ter muita “MERDA” à entrada dos teatros
ao término dos espetáculos.

Este era então um indicativo do sucesso das peças. Pois quanto mais “MERDA”
houvesse na porta das casas de espetáculo, mais público estaria ali presente para a
apreciação e consequentemente viria mais lucro, mais divulgação, ou seja, como dito, mais sucesso.

Hoje preciso defender a permanência dessa tradição. Primeiro por trabalhar o
símbolo, a metáfora. Acho isso tão importante nessa “sociedade de conceitos” com
limites tão demarcados! Segundo, porque é bem humorada e bom humor é sempre
bem vindo. E terceiro, porque se corre o risco sério de não estarmos entendendo o
percurso metafórico dessa tradição e estarmos nos embrenhando por um
desconfortável caminho da literalidade.

Explico: na sexta-feira, 06 de maio de 2011, com toda certeza o ator Paulo Diógenes, interprete da maravilhosa “Raimundinha”, deve ter recebido muitos votos de “MERDA” antes de mais uma apresentação, como sempre, digna de aplauso. Apesar de eu sentir falta em nossos teatros de espetáculos com conteúdo substancial, não posso, de modo algum, desmerecer o árduo trabalho desses guerreiros do teatro comercial. Afinal de contas, não sejamos hipócritas – dinheiro é bom e fundamental. E este povo está deseducado para assistir outra coisa. Culpa dos eleitores dos nossos governantes (falta educação meu povo!)

Tudo bem até aí. O problema foi depois dos primeiros 15 minutos de apresentação da Raimundinha, já lá pelas 21 horas e pouquinho mais. Alguém que não compreendeu o sentido real dessa tradição, e com a mente mais travadinha e limitada que aqueles há quem tentou de fato atingir, decidiu jogar uma camisinha cheia de “MERDA” na plateia. Indícios de uma guerra, terrorismo tão condenável quanto o 11 de setembro, ou vocês que quererão justificar a atitude covarde daquele que atirou a “MERDA” não acreditam que Bin Laden também tinha uma justificativa, aos olhos dele, plausível?

Eu me pergunto se pelo menos podemos chamar isso de atentado ao patrimônio
público. É, já que estamos falando de TEATRO ARTHUR AZEVEDO, melhor não.
Afinal de contas, de público, aquilo não tem nada. Mesmo assim ainda não posso
compactuar com essa revolta armada.

Se bem que não é de hoje que muita merda é derramada por ali, e escondida debaixo daqueles carpetes (ah! Esses foram comprados com dinheiro público – É! Tem algo público ali dentro: o dinheiro investido, mas parece que é só isso).
O produtor local do espetáculo Moraes Jr. Ficou muito indignado como não poderia
deixar de ser. Afinal jogaram merda no seu trabalho. Porque ele não tava, como
sempre, preocupado com o patrimônio público. Eu me pergunto qual das “MERDAS”
feitas ali dentro é maior: se essa, acontecida na última sexta-feira, ou as muitas vezes que nossos tão ‘ilustres’ produtores teatrais locais, os mais prestigiados pelo nosso ‘publicuzinho’ (MORAES JR. E GUILHERME FROTA) fumam no salão de entrada do teatro. Algo proibido por lei e que eles, no auge de suas arrogâncias, e como é de praxe no mundinho cultural do maranhão (preciso colocar em minúscula mesmo) decidem burlar frequentemente.

Mas gente! Não posso ser injusto e dizer que “MERDA” só acontece no TEATRO
SUJO ARTHUR AZEVEDO. A merda começa deste a Secretaria de Cultura, na
verdade desde o governo do estado. Preciso citar que a Secretaria de Cultura e sua
administração (não sei se o termo merecido é esse, mas...) decidiram convocar Aldo
Leite, Arão Paranaguá de Santana e Nerine Lobão para julgar os projetos do Edital
Universal (kkkkkkkkkkkkk) de Apoio (ashuashuashua) à Cultura Maranhense
(rsrsrs). Edital que adiou o prazo para divulgação de seu resultado final por mais de
três meses e que, no entanto, dois meses antes do resultado ser divulgado, já existiam grupos que se sabiam aprovados.

Na área teatral foram poucos os ‘mesmos’ aprovados. A desculpa? A Secretaria
dispõe de pouco dinheiro! Mesmo? E os oito milhões à Beija Flor, vem de onde?
Quero voltar rapidamente aos jurados do Edital Universal e blá blá blá. Mas
diretamente ao Sr. Aldo Leite. Tão premiado dramaturgo maranhense e professor da Universidade Federal do Maranhão. Onde o senhor coloca a Ética, tão fundamental à esses processos, quando decide dizer a um determinado grupo que este já estava aprovado dois meses antes do resultado final do Edital, justificando que: (palavras de Aldo Leite ditas à coordenação do distinto grupo)”se tu tava lá é claro que eu te aprovaria né?”? E assim foi feito. Parabéns a esse grupo pelo seu mérito, afinal ter bons contatos é fundamental e mérito de poucos. Senhor Aldo Leite, eu me chamo Alguém e juro que serei um bom amigo, vamos começar pelo senhor me aceitando no Orkut, pode ser?
alguéminconformadoinjusticado@cultura.comraiva.br. Me add lá ok? Beijos!

Gente! Desculpa, mas não estou fugindo da minha linha de raciocínio não. Estou
falando das “MERDAS” (é, gente, sinto muito também, mas é no plural sim) que
vemos e com a qual somos banhados todos os dias nesse nosso maranhão pra turista ver. Onde o povo é burro e continua votando igual, mas que tem sempre o melhor carnaval.


São Luís – MA, 09 de maio de 2011